Dor anal súbita, intensa e de curta duração, causada por espasmo da musculatura do assoalho pélvico. É benigna, mas o diagnóstico é de exclusão — o exame confirma que não há outra causa.
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Sobre a condição
Sintomas
Diagnóstico
O diagnóstico é essencialmente clínico e de exclusão: a história típica (dor intensa, breve e recorrente, sem sinais entre as crises) sugere o quadro, e o exame proctológico serve para afastar outras causas de dor anal, como fissura, trombose hemorroidária e abscesso. Quando há qualquer sinal atípico, exames complementares podem ser indicados. Entre os diagnósticos diferenciais estão a síndrome do elevador do ânus (dor mais prolongada, em pressão), a fissura anal, a trombose hemorroidária e o abscesso — todos com apresentação diferente da proctalgia fugaz.
Tratamento
Como as crises são curtas e imprevisíveis, muitas vezes a própria explicação e a segurança de que se trata de uma condição benigna já trazem alívio. Medidas gerais incluem orientar o relaxamento da musculatura e cuidar do hábito intestinal. Nas crises frequentes ou muito incômodas, podem ser consideradas opções como calor local, fisioterapia do assoalho pélvico e, em casos selecionados, medicações que relaxam a musculatura — sempre conforme a avaliação individual. Procure avaliação quando a dor for frequente, intensa, mudar de padrão ou vier acompanhada de sangramento, febre, nódulo ou dor persistente entre as crises — sinais que pedem investigar outras causas.
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