Tumor maligno do intestino grosso (cólon e reto), entre os mais frequentes no Brasil. Detectado precocemente, tem alta chance de cura — acima de 90% quando ainda localizado.
Agendar avaliação
Sobre a condição
Sintomas
Diagnóstico
A investigação começa na consulta, com a história dos sintomas, os antecedentes familiares e o exame físico — que inclui o toque retal, capaz de alcançar tumores do reto baixo em segundos de exame. O passo decisivo é a colonoscopia: além de visualizar todo o cólon e o reto, ela permite biopsiar qualquer lesão suspeita, e é a biópsia que confirma o diagnóstico. Confirmado o câncer, entram os exames de estadiamento, que mapeiam a extensão da doença: tomografia de tórax e abdome, ressonância magnética da pelve nos tumores de reto e a dosagem do marcador CEA no sangue. É esse conjunto que define o estágio do tumor e orienta o plano de tratamento — que é individual, e não um protocolo único para todos.
Tratamento
O planejamento do tratamento é multidisciplinar: coloproctologista, oncologista clínico e radioterapeuta discutem cada caso em conjunto, porque a melhor sequência de tratamentos muda conforme a localização (cólon ou reto) e o estágio. Ninguém enfrenta esse diagnóstico com uma única especialidade — e isso é uma força, não uma burocracia. Tumores muito iniciais, restritos à camada superficial, podem em casos selecionados ser tratados por dentro, sem retirar o intestino: ressecção endoscópica na colonoscopia ou, no reto, cirurgia transanal minimamente invasiva (TAMIS). São situações específicas, definidas por critérios rigorosos de biópsia e imagem. Para a maioria dos tumores, o tratamento principal é a cirurgia de retirada do segmento acometido junto com seus gânglios linfáticos. Hoje ela é feita preferencialmente por vias minimamente invasivas — cirurgia colorretal laparoscópica ou cirurgia robótica colorretal —, com incisões pequenas, menos dor e recuperação mais rápida que a cirurgia aberta. Nos tumores de reto, a quimioterapia e a radioterapia frequentemente vêm antes da cirurgia (tratamento neoadjuvante), para reduzir o tumor e aumentar a chance de preservar o ânus e sua função; em outros cenários, a quimioterapia complementa o tratamento depois da cirurgia. Em parte das operações de reto, uma colostomia ou ileostomia temporária protege a cicatrização da emenda intestinal — e, cumprida essa função, é desfeita na cirurgia de reversão de colostomia. Depois do tratamento, o acompanhamento segue por anos, com consultas, exames de sangue, imagem e colonoscopias periódicas. O objetivo é duplo: vigiar qualquer sinal de retorno da doença e cuidar da qualidade de vida — função intestinal, alimentação, retorno às atividades. Cada plano é conversado com calma, sem promessas vazias e sem dramatização: com informação clara, o paciente participa das decisões do próprio tratamento.
Procedimentos relacionados
Tem dúvidas sobre Câncer colorretal: cólon e reto?
Agende uma consulta com a Dra. Aline e tenha um diagnóstico personalizado.
Agendar consulta