Aline Mano — Cirurgia ColorretalAline ManoColoproctologia
Saúde Coloproctológica

Câncer de cólon

Tumor da porção mais longa do intestino grosso — muito prevenível e, quando precoce, altamente curável

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Tumor maligno do cólon, a maior parte do intestino grosso. Nasce quase sempre de um pólipo e, detectado cedo pela colonoscopia, tem alta chance de cura. O tratamento gira em torno da cirurgia, e difere do câncer de reto.

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Ilustração anatômica — Câncer de cólon
Ilustração original produzida para fins educativos.

Sobre a condição

O câncer de cólon acomete o intestino grosso na sua porção mais longa — do ceco ao sigmoide —, antes do reto. Como o câncer colorretal em geral, ele costuma nascer de um pólipo (adenoma) que leva anos para se transformar, o que abre uma longa janela de prevenção pela colonoscopia. Vale separá-lo do câncer de reto: embora façam parte do mesmo grupo (câncer colorretal), o cólon e o reto ficam em regiões diferentes e o tratamento não é idêntico. No cólon, a radioterapia raramente é usada, e o eixo do tratamento é a cirurgia de retirada do segmento acometido; a quimioterapia, quando indicada, costuma vir depois da cirurgia. Nas fases iniciais o tumor é silencioso. Quando surgem sintomas — mudança do hábito intestinal, sangramento, anemia, dor —, a doença muitas vezes já cresceu. Por isso o rastreamento a partir dos 45 anos, mesmo sem sintomas, é a principal arma contra ele.

Sintomas

Mudança persistente do hábito intestinal (diarreia ou prisão de ventre novas)
Sangue nas fezes, vivo ou escurecido
Anemia sem causa aparente, fraqueza ou fadiga
Dor ou cólicas abdominais e distensão
Emagrecimento sem motivo aparente
Sensação de evacuação incompleta

Diagnóstico

A investigação começa na consulta e no exame físico e tem na colonoscopia o exame central: ela visualiza todo o cólon e permite a biópsia da lesão suspeita — é a biópsia que confirma o câncer. Confirmado o diagnóstico, o estadiamento mapeia a extensão da doença, em geral com tomografia de tórax e abdome e a dosagem do marcador CEA no sangue. Esse conjunto define o estágio e orienta um tratamento individualizado.

Tratamento

O eixo do tratamento do câncer de cólon é a cirurgia de retirada do segmento acometido (colectomia) junto com a sua drenagem linfática — o segmento do intestino e os linfonodos correspondentes —, o que é essencial tanto para o controle da doença quanto para o estadiamento. Sempre que possível, a cirurgia é feita por via minimamente invasiva, laparoscópica ou robótica, com incisões menores, menos trauma da parede abdominal e recuperação em geral mais rápida do que a cirurgia aberta. Diferente do câncer de reto, a radioterapia raramente faz parte do tratamento do câncer de cólon. A quimioterapia, quando indicada, costuma ser feita após a cirurgia (adjuvante), principalmente quando há comprometimento dos linfonodos ou outros fatores de risco — uma decisão do oncologista clínico, dentro da avaliação multidisciplinar. A recuperação é progressiva: nos casos minimamente invasivos, o paciente costuma começar a caminhar e a se alimentar cedo, conforme sua evolução. Depois do tratamento, o seguimento oncológico continua por anos, com consultas, exames de sangue (incluindo o CEA), exames de imagem e colonoscopias periódicas, para detectar precocemente qualquer recorrência ou novo pólipo.

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FAQ

Perguntas frequentes

Ambos fazem parte do câncer colorretal, mas ficam em regiões diferentes do intestino grosso e têm tratamentos distintos. No cólon, o tratamento gira em torno da cirurgia e a radioterapia raramente é usada; no reto, é comum fazer radioterapia e quimioterapia antes da cirurgia. Por isso as duas situações são avaliadas e explicadas separadamente.
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