Doenças genéticas, como a polipose adenomatosa familiar e a síndrome de Lynch, que elevam muito o risco de câncer colorretal. Com diagnóstico e vigilância adequados, esse risco pode ser controlado.
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Sobre a condição
Sintomas
Diagnóstico
O diagnóstico junta três peças: a história familiar detalhada (um verdadeiro mapa da família, com os cânceres e as idades em que ocorreram), a colonoscopia — que conta e caracteriza os pólipos, com biópsias — e o teste genético, feito a partir de uma amostra de sangue ou saliva, que procura a alteração responsável. O aconselhamento genético acompanha todo o processo: antes do teste, para explicar o que ele pode ou não revelar, e depois, para orientar quem mais na família deve ser testado. Conforme a síndrome, a investigação se estende a outros órgãos — endoscopia digestiva alta, exames ginecológicos, imagem do intestino delgado — em calendários definidos por protocolos internacionais.
Tratamento
Não se trata o gene — trata-se o risco, e isso se faz em duas frentes. A primeira é a vigilância endoscópica: colonoscopias em intervalos curtos e regulares, começando cedo (na PAF, ainda na adolescência), com polipectomia de todas as lesões possíveis. Em muitas síndromes, especialmente na de Lynch, essa rotina bem-feita é suficiente para interceptar a doença por décadas. A segunda frente é a cirurgia preventiva ou de tratamento, quando os pólipos são numerosos demais para controle endoscópico ou quando já há transformação. Na PAF, chega um momento em que a remoção do cólon (colectomia) é a conduta mais segura — hoje realizada por cirurgia colorretal laparoscópica minimamente invasiva, com técnicas que preservam a função intestinal e, na maioria dos casos, sem colostomia definitiva. O momento dessa cirurgia é planejado com calma, levando em conta a fase da vida, os estudos e os projetos de cada paciente. O cuidado é multidisciplinar e de longo prazo: coloproctologista, geneticista, oncologista e, conforme a síndrome, ginecologista e gastroenterologista trabalham juntos. E inclui a família — testar e acompanhar irmãos e filhos é parte do tratamento, porque a informação genética só cumpre seu papel quando protege todos os que compartilham o risco.
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