Presença de pequenas bolsas (divertículos) na parede do cólon, muito comum após os 50 anos. A maioria nunca dá sintomas; quando um divertículo inflama (diverticulite), há tratamento eficaz.
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Sobre a condição
Sintomas
Diagnóstico
Na crise aguda, o diagnóstico se apoia na consulta — a dor típica no quadrante inferior esquerdo, febre, o exame do abdome — e em exames de sangue que medem a inflamação. O exame de escolha na suspeita de diverticulite é a tomografia computadorizada do abdome: ela confirma o diagnóstico, mostra a extensão da inflamação e, principalmente, diferencia a forma não complicada da complicada (abscesso, perfuração). A colonoscopia não é feita durante a crise — o intestino inflamado não deve ser insuflado —, mas entra semanas depois, com o quadro resolvido, para avaliar todo o cólon e afastar outras causas para os sintomas, incluindo lesões que a tomografia não caracteriza bem.
Tratamento
A diverticulose sem sintomas não precisa de remédio — precisa de hábitos: dieta rica em fibras (frutas, verduras, grãos integrais), boa hidratação e atividade física regular, que melhoram o funcionamento intestinal e reduzem a pressão dentro do cólon. Ao contrário do que se dizia antigamente, não há necessidade de proibir sementes, pipoca ou castanhas — essa restrição caiu por falta de evidência. A diverticulite não complicada trata-se clinicamente: repouso relativo, dieta ajustada e analgésicos, com antibióticos em casos selecionados — muitos episódios leves, em pacientes saudáveis, evoluem bem até sem eles, sob supervisão médica. A maioria dos pacientes se recupera em casa; internação fica para quadros mais intensos ou pacientes mais frágeis. Já a diverticulite complicada exige mais: abscessos maiores podem ser drenados por punção guiada por imagem, e a perfuração com peritonite é urgência cirúrgica. A cirurgia eletiva — remoção do segmento doente do cólon, em geral o sigmoide — é decidida caso a caso, e não mais por regra automática após um número fixo de crises. Pesam na decisão a gravidade e a frequência dos episódios, complicações como estenose ou fístula (por exemplo, entre o intestino e a bexiga) e o impacto na qualidade de vida. Quando indicada, é realizada preferencialmente por via minimamente invasiva — cirurgia colorretal laparoscópica ou cirurgia robótica colorretal —, com reconstrução do trânsito no mesmo tempo na grande maioria dos casos, sem colostomia. Operar no momento certo, fora da crise, é o que garante a cirurgia menor e mais segura.
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