Estreitamento do canal anal que dificulta a passagem das fezes, causando dor, esforço e fezes afinadas. Costuma ser sequela de cirurgias ou inflamações e tem tratamento em todos os graus.
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Sobre a condição
Sintomas
Diagnóstico
O diagnóstico é feito na consulta: a história (cirurgia anal prévia, fissura antiga, radioterapia) já direciona, e o exame proctológico confirma. A inspeção e o toque retal — realizados com delicadeza e, se necessário, com anestésico tópico — avaliam o calibre e a elasticidade do canal anal e o grau do estreitamento. A anuscopia complementa quando o calibre permite. É importante afastar outras causas de estreitamento, em especial lesões tumorais: em casos selecionados, a avaliação sob anestesia, a biópsia de áreas suspeitas e a colonoscopia (quando há sinais de alarme ou indicação de rastreamento) fazem parte da investigação.
Tratamento
Nos graus leves, o tratamento é conservador e funciona bem: manter as fezes macias e com bom volume (fibras, água, ajuste de laxantes formadores de massa) e, quando indicado, a dilatação anal progressiva — feita de forma orientada e cuidadosa, nunca por conta própria com objetos inadequados. Muitas estenoses leves se resolvem só com essa combinação. Nos graus moderados a graves, ou quando a fibrose forma um anel rígido, o tratamento é cirúrgico: a anoplastia. Nela, o cirurgião desfaz o anel cicatricial e reconstrói a área com um pequeno retalho de pele saudável da vizinhança, devolvendo calibre e elasticidade ao canal anal. Existem diferentes desenhos de retalho, escolhidos conforme o caso — todos com o mesmo princípio: substituir cicatriz rígida por tecido flexível. Quando a estenose está associada a doença de base ativa (como Crohn ou sequela de radioterapia), o controle dessa doença caminha junto com o tratamento local — a decisão é sempre conjunta e individualizada, muitas vezes com equipe multidisciplinar.
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