Verrugas na região anal e perianal causadas pelo HPV, o vírus de transmissão sexual mais comum do mundo. Têm tratamento eficaz e pedem acompanhamento pela tendência à recidiva.
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Sobre a condição
Sintomas
Diagnóstico
O diagnóstico é essencialmente clínico: a inspeção da região perianal por um olhar treinado reconhece as lesões características. O exame é rápido e respeitoso — inclui a inspeção, o toque retal e a anuscopia, para verificar se há lesões também dentro do canal anal, o que muda o planejamento do tratamento. Em situações selecionadas — lesões atípicas, pacientes imunossuprimidos ou com fatores de risco para lesões precursoras —, utiliza-se a anuscopia de alta resolução, um exame com magnificação que avalia o canal anal em detalhe, e a biópsia de lesões suspeitas. O diagnóstico também é uma oportunidade de rastrear outras infecções sexualmente transmissíveis e de orientar a avaliação de parcerias sexuais.
Tratamento
O objetivo do tratamento é eliminar as lesões visíveis — o que reduz o incômodo, a carga viral e a transmissão. Não existe medicamento que "mate" o HPV diretamente; por isso o tratamento mira as verrugas, e o sistema imune se encarrega do vírus ao longo do tempo. Para lesões pequenas e externas, há tratamentos tópicos aplicados em consultório ou em casa, sob orientação (como imiquimode e ácidos específicos). Para lesões maiores, numerosas ou dentro do canal anal, o tratamento é a remoção física: exérese (retirada cirúrgica) e cauterização (eletrocoagulação), geralmente em ambiente cirúrgico ambulatorial, com anestesia adequada — procedimentos simples e eficazes. Um ponto que precisa ser dito com honestidade: a recidiva é comum. O tratamento remove as lesões, mas o vírus pode permanecer na pele ao redor por um tempo, e novas verrugas podem surgir nos primeiros meses. Isso não significa falha ou reinfecção — significa que o acompanhamento faz parte do tratamento, com reavaliações até a região ficar livre de lesões de forma sustentada. Completam o cuidado: a vacinação contra o HPV (indicada mesmo para quem já teve lesões, por proteger contra outros tipos do vírus), o uso de preservativo (que reduz, embora não elimine, a transmissão), a avaliação das parcerias e, em pessoas com fatores de risco, o acompanhamento periódico do canal anal para vigilância de lesões precursoras.
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