Exteriorização do reto pelo ânus, mais comum em mulheres após os 60 anos. Causa desconforto, secreção e escapes — e tem correção cirúrgica eficaz, inclusive por vias minimamente invasivas.
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Sobre a condição
Sintomas
Diagnóstico
O diagnóstico é clínico: a inspeção durante o esforço evacuatório — às vezes reproduzido no consultório ou no banheiro, de forma reservada — demonstra o prolapso e o diferencia de hemorroidas volumosas. O toque retal avalia o tônus do esfíncter, que costuma estar enfraquecido, informação importante para o planejamento. Como o prolapso frequentemente vem acompanhado de outros distúrbios do assoalho pélvico (prolapsos ginecológicos, incontinência urinária), a avaliação pode ser ampliada: a defecorressonância magnética (exame de imagem que filma a dinâmica da evacuação) e a manometria anorretal (que mede as pressões do esfíncter) ajudam nos casos menos evidentes. A colonoscopia costuma ser solicitada antes da cirurgia, para avaliar todo o cólon — especialmente na faixa etária em que o prolapso é mais comum.
Tratamento
Medidas clínicas — corrigir a constipação com fibras e água, evitar esforço evacuatório, fisioterapia do assoalho pélvico — melhoram sintomas e preparam o terreno, mas não recolocam o reto no lugar: o tratamento definitivo do prolapso retal completo é cirúrgico. Existem duas grandes famílias de cirurgia, e a escolha é individualizada. As cirurgias pelo abdome fixam o reto ao sacro (retopexia), com ou sem uso de tela, e são hoje realizadas por vias minimamente invasivas — a cirurgia laparoscópica colorretal e a cirurgia robótica colorretal —, com cortes pequenos, menor dor e recuperação mais rápida. São a opção preferencial para a maioria dos pacientes com boas condições clínicas, pelas menores taxas de recidiva. As cirurgias pela via perineal (pelo próprio ânus, sem abrir o abdome) removem ou reduzem o segmento prolapsado e são alternativas valiosas para pacientes mais frágeis, com risco anestésico elevado. Um ponto que merece expectativa realista: a incontinência associada ao prolapso melhora na maioria dos casos após a correção, mas a recuperação do esfíncter — distendido por anos — pode ser gradual e se beneficiar de fisioterapia pélvica no pós-operatório. O plano de tratamento enxerga o assoalho pélvico como um todo, às vezes em conjunto com ginecologia e fisioterapia.
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