Inflamação do revestimento do reto, com urgência evacuatória, muco, sangue e desconforto. As causas vão de infecções a doenças inflamatórias e radioterapia — e o tratamento depende de identificá-las.
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Sobre a condição
Sintomas
Diagnóstico
A consulta detalha o início dos sintomas, medicações, radioterapia prévia, viagens, práticas sexuais e histórico familiar de doença inflamatória intestinal. O exame proctológico — inspeção, toque retal e anuscopia, feitos com delicadeza e rapidez — avalia o canal anal e a porção final do reto. O exame-chave é a endoscopia do reto e do cólon: a retossigmoidoscopia ou a colonoscopia permitem ver diretamente a mucosa inflamada, definir a extensão da inflamação e colher biópsias — fundamentais para diferenciar as causas. Complementam a investigação, conforme a suspeita: pesquisa de infecções nas fezes e em swabs retais (incluindo ISTs), exames de sangue e marcadores inflamatórios (como a calprotectina fecal).
Tratamento
O tratamento da proctite é o tratamento da sua causa — por isso ele começa, de verdade, no diagnóstico bem feito. Nas proctites infecciosas, antibióticos ou antivirais dirigidos ao agente identificado resolvem a maioria dos casos; quando há IST, o tratamento das parcerias sexuais evita o vaivém de reinfecções. Na proctite da retocolite ulcerativa, a base são os anti-inflamatórios intestinais aplicados por via retal (supositórios e enemas de mesalazina), com escalonamento para outras medicações quando necessário — com a vantagem de que a doença limitada ao reto costuma responder bem ao tratamento local. Na proctite actínica (pós-radioterapia), o manejo vai de medidas locais e medicações a tratamentos endoscópicos do sangramento — como a coagulação com plasma de argônio, realizada durante a colonoscopia — nos casos com sangramento persistente. Na proctite por desvio, a reconstrução do trânsito intestinal, quando possível, é o tratamento definitivo. Em todas as formas, medidas de suporte ajudam no conforto: regularizar o hábito intestinal, cuidados locais e acompanhamento até a remissão. Proctites que não melhoram como esperado são reavaliadas — às vezes a biópsia inicial precisa ser complementada, e o seguimento endoscópico com colonoscopia faz parte do cuidado de longo prazo em causas específicas.
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