Aline Mano — Cirurgia ColorretalAline ManoColoproctologia
Procedimento

Polipectomia endoscópica

Remoção de pólipos durante a colonoscopia, sem cortes

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Remoção de pólipos do intestino durante a própria colonoscopia, usando instrumentos que passam por dentro do aparelho. É a forma mais direta de prevenir o câncer colorretal: tira a lesão antes que ela evolua.

Ilustração — Polipectomia endoscópica
Ilustração original produzida para fins educativos.

Sobre o procedimento

Pólipos são pequenas lesões elevadas que crescem na parede interna do intestino, como verruguinhas na mucosa. A maioria é benigna, mas alguns tipos — os adenomas, principalmente — podem, ao longo de anos, se transformar em câncer colorretal. A polipectomia é a remoção desses pólipos, feita durante a colonoscopia, por dentro do próprio aparelho — sem nenhum corte externo. A lógica é simples e poderosa: se o câncer de intestino nasce de um pólipo, remover o pólipo interrompe essa história antes do capítulo ruim. É por isso que a dupla colonoscopia + polipectomia é considerada uma das estratégias de prevenção de câncer mais eficazes da medicina. Na maioria das vezes, o paciente nem fica sabendo que fez uma polipectomia até acordar: o pólipo é identificado durante o exame e removido na mesma hora, sob a mesma sedação. Todo material retirado vai para análise no laboratório (estudo anatomopatológico), que define o tipo do pólipo e orienta quando repetir o exame. Pólipos maiores ou em localização difícil podem exigir técnicas avançadas, como a mucosectomia (injeção de líquido sob a lesão para descolá-la e removê-la com segurança), programadas para um segundo momento quando necessário.

Quando é indicado

Pólipos encontrados durante a colonoscopia de rastreamento
Pólipos detectados em exames de imagem que precisam de remoção e análise
Adenomas — pólipos com potencial de transformação maligna
Vigilância de síndromes polipoides genéticas, com remoção seriada de lesões
Lesões planas ou maiores, por técnicas avançadas (mucosectomia), em casos selecionados

Como é realizado

A polipectomia acontece durante a colonoscopia, com o paciente dormindo sob sedação — não há anestesia adicional nem cortes na pele. Pelo canal de trabalho do colonoscópio, o médico passa instrumentos em miniatura: pinças para pólipos muito pequenos e alças metálicas (como pequenos laços) para os maiores. A alça envolve a base do pólipo e o remove — em muitos casos com uma corrente elétrica controlada que corta e sela os vasos ao mesmo tempo, minimizando sangramento. Para lesões maiores ou planas, injeta-se antes um líquido sob o pólipo, que o "descola" da parede e cria um colchão de segurança para a remoção (mucosectomia). O procedimento acrescenta poucos minutos ao exame. Tudo o que foi removido é recuperado e enviado ao laboratório. O paciente recebe alta no mesmo dia, como em qualquer colonoscopia, com orientações específicas se a remoção foi de lesão maior.

Vantagens

Remove a lesão sem cirurgia, sem cortes e sem internação
Feita no mesmo ato da colonoscopia, sob a mesma sedação
Previne o câncer colorretal interrompendo a evolução do pólipo
Todo material é analisado no laboratório, orientando o acompanhamento
Recuperação praticamente imediata na maioria dos casos

Recuperação

A recuperação é essencialmente a mesma da colonoscopia: observação de uma a duas horas após a sedação e alta no mesmo dia, acompanhado. Pode haver leve desconforto abdominal ou gases nas primeiras horas. Quando o pólipo removido era maior, a orientação costuma incluir evitar esforço físico intenso e alguns alimentos por dias, além de atenção a sinais de alerta — sangramento persistente nas fezes ou dor abdominal forte —, que devem ser comunicados de imediato. O retorno ao trabalho, na maioria dos casos, acontece no dia seguinte.

Riscos e cuidados

As complicações da polipectomia são incomuns, mas existem. A principal é o sangramento no local da remoção — que pode ocorrer na hora (e é quase sempre controlado durante o próprio exame) ou alguns dias depois, principalmente em pólipos grandes. A perfuração do intestino é rara e mais associada a lesões extensas; quando acontece, pode ser tratada endoscopicamente ou exigir cirurgia. O risco individual depende do tamanho e da localização do pólipo e de medicações em uso, como anticoagulantes — por isso é fundamental informar tudo o que você toma antes do exame. Em perspectiva: o risco de deixar um adenoma no intestino, ao longo dos anos, costuma ser maior do que o risco de removê-lo.

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FAQ

Perguntas frequentes

Não. A parede interna do intestino não tem sensibilidade à dor como a pele, e você estará dormindo sob sedação. A imensa maioria dos pacientes acorda sem saber se houve ou não remoção de pólipos — a informação vem no laudo e na conversa após o exame.
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