Inflamação crônica na região do cóccix (entre as nádegas), causada por pelos que penetram na pele. Comum em adultos jovens, hoje conta com tratamentos minimamente invasivos como o laser.
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Sobre a condição
Sintomas
Diagnóstico
O diagnóstico é clínico e simples: a inspeção da região sacrococcígea identifica os orifícios característicos no sulco interglúteo e os sinais de inflamação. Não costuma exigir toque retal nem exames internos — a doença fica na pele da região glútea, acima do ânus. Exames de imagem (ultrassom das partes moles ou ressonância) são reservados para casos recidivados ou trajetos extensos, quando é preciso mapear a doença antes de planejar a cirurgia. Na consulta, também se diferencia o cisto pilonidal de outras causas de nódulo e secreção na região, como fístulas anais altas e infecções de pele (hidradenite).
Tratamento
O tratamento depende da fase. Na crise aguda com abscesso, a conduta é a drenagem do pus — que alivia a dor rapidamente — com anestesia local. Antibióticos entram como complemento em casos selecionados. A drenagem resolve a crise, mas não elimina a doença: o cisto e os trajetos permanecem, e as recidivas são comuns sem o tratamento definitivo. O tratamento definitivo é cirúrgico, e aqui houve uma evolução importante nos últimos anos. A cirurgia tradicional — retirada de todo o bloco de tecido doente, com a ferida deixada aberta ou fechada com retalhos — é eficaz, mas costuma exigir semanas de curativos e afastamento. Ela continua tendo seu lugar nos casos extensos e recidivados. Para a maioria dos casos, as técnicas minimamente invasivas mudaram a experiência do paciente. O destaque é o SiLaC (tratamento do cisto pilonidal a laser): através dos próprios orifícios da doença, uma fibra de laser cauteriza e sela os trajetos por dentro, sem cortes grandes — com menos dor, recuperação mais rápida e retorno precoce às atividades. Outras medidas minimamente invasivas, como a limpeza dos trajetos e a remoção dos pelos (pit picking), podem compor o tratamento. Em todos os cenários, a depilação/epilação da região (inclusive a laser) e o controle dos fatores locais ajudam a reduzir recidivas. A escolha da técnica é individualizada, conforme a extensão da doença e o histórico de cada pessoa.
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