Aline Mano — Cirurgia ColorretalAline ManoColoproctologia
Saúde Coloproctológica

Câncer de reto

Tumor da porção final do intestino, na pelve — onde a decisão multidisciplinar e a preservação do ânus fazem diferença

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Tumor maligno do reto, a porção final do intestino grosso. É tratado de forma diferente do câncer de cólon: com frequência combina radioterapia e quimioterapia antes da cirurgia, com foco em preservar o esfíncter.

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Ilustração anatômica — Câncer de reto
Ilustração original produzida para fins educativos.

Sobre a condição

O câncer de reto acomete a porção final do intestino grosso — os últimos centímetros, dentro da pelve. Embora pertença ao grupo do câncer colorretal, ele não é igual ao câncer de cólon: por ficar numa região estreita, cercada por estruturas importantes e próxima ao ânus, exige um estadiamento local detalhado e um tratamento próprio, muitas vezes combinando terapias antes da cirurgia. Como nos demais tumores do intestino, ele costuma nascer de um pólipo e ser silencioso no início. Os sintomas mais típicos, quando surgem, incluem sangue nas fezes, sensação de evacuação incompleta, urgência e mudança no calibre das fezes. O tratamento do câncer de reto evoluiu muito: com a combinação certa de terapias e as técnicas minimamente invasivas, hoje é possível, em muitos casos, controlar a doença buscando preservar o ânus e a sua função.

Sintomas

Sangue nas fezes, vivo ou misturado
Sensação de evacuação incompleta e urgência para evacuar
Mudança no calibre das fezes (fezes afiladas)
Muco nas fezes
Dor ou desconforto na região pélvica ou anal
Anemia, fraqueza ou emagrecimento

Diagnóstico

A colonoscopia com biópsia confirma o diagnóstico e avalia todo o intestino. No câncer de reto, um exame é especialmente importante para o planejamento: a ressonância magnética da pelve, que mostra em detalhe a profundidade do tumor, a relação com o esfíncter e o acometimento dos linfonodos locais — informações decisivas para escolher o tratamento. Completam o estadiamento a tomografia de tórax e abdome e a dosagem do marcador CEA. Todo esse conjunto é discutido em equipe multidisciplinar.

Tratamento

O tratamento do câncer de reto é definido em equipe multidisciplinar — coloproctologista, oncologista clínico e radioterapeuta — e frequentemente difere do tratamento do câncer de cólon. Em boa parte dos casos, a radioterapia e a quimioterapia são feitas antes da cirurgia (tratamento neoadjuvante), com o objetivo de reduzir o tumor, aumentar a chance de retirada completa e favorecer a preservação do ânus e da sua função. A cirurgia retira o reto acometido com o seu envelope de gordura e linfonodos (excisão total do mesorreto) e é feita preferencialmente por via minimamente invasiva. A cirurgia robótica tem papel de destaque aqui: a visão tridimensional e os instrumentos articulados facilitam a dissecção precisa dentro da pelve estreita, o que é especialmente útil nos tumores do reto. Sempre que a distância do tumor ao ânus permite, busca-se a preservação esfincteriana — manter o ânus e evitar uma colostomia definitiva. Conforme a altura do tumor e a cirurgia realizada, pode ser necessária uma ostomia (colostomia ou ileostomia): na maioria das vezes ela é temporária, para proteger a cicatrização da emenda intestinal, e é desfeita depois na cirurgia de reversão; em situações específicas, sobretudo em tumores muito baixos, pode ser definitiva. Essa possibilidade é sempre discutida abertamente antes da cirurgia. Tumores muito iniciais e selecionados podem, em casos específicos, ser tratados por cirurgia transanal minimamente invasiva (TAMIS). Após o tratamento, o acompanhamento segue por anos, com atenção também à função intestinal — a síndrome da ressecção anterior baixa pode ser avaliada por questionários específicos — e à qualidade de vida.

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FAQ

Perguntas frequentes

Fazem parte do mesmo grupo (câncer colorretal), mas não são tratados igual. O reto fica na pelve, perto do ânus, e por isso costuma exigir radioterapia e quimioterapia antes da cirurgia e um planejamento voltado a preservar o ânus — algo que raramente entra no tratamento do câncer de cólon.
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