Tumores que crescem no espaço entre o reto e o osso sacro, na maioria benignos e de crescimento lento. O tratamento é a remoção cirúrgica planejada por equipe experiente.
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Sobre a condição
Sintomas
Diagnóstico
A suspeita muitas vezes nasce no toque retal, que percebe um abaulamento atrás da parede do reto. A confirmação e o planejamento vêm da imagem: a ressonância magnética da pelve é o exame de escolha, pois define o tamanho, o conteúdo (cístico ou sólido), a relação com o sacro e com os nervos, e os sinais que sugerem benignidade ou malignidade; a tomografia complementa a avaliação óssea quando necessário. A colonoscopia ou retossigmoidoscopia avalia a parede do reto por dentro. Um ponto técnico importante: a biópsia não é rotina — em lesões císticas típicas ela pode infectar ou disseminar o problema, e só é feita, por trajeto cuidadosamente planejado, quando o resultado mudaria a estratégia (por exemplo, na suspeita de tumores que respondem a tratamento antes da cirurgia).
Tratamento
O tratamento dos tumores pré-sacrais é cirúrgico: a remoção completa da lesão resolve os sintomas, elimina o risco de infecção e de transformação maligna e confirma o diagnóstico definitivo pela análise da peça. Observação sem cirurgia fica reservada a situações muito selecionadas — lesões pequenas, típicas e assintomáticas em pacientes frágeis —, sempre com acompanhamento por imagem. A via de acesso é escolhida conforme o tamanho e a altura da lesão no espaço pré-sacral. Lesões baixas podem ser removidas por um acesso posterior, através de uma incisão discreta próxima ao cóccix. Lesões mais altas são operadas pelo abdome, preferencialmente por cirurgia colorretal laparoscópica ou cirurgia robótica colorretal — a visão ampliada e a precisão dos instrumentos são particularmente valiosas nesse espaço estreito, ajudando a preservar os nervos pélvicos e a integridade do reto. Lesões grandes podem exigir a combinação das duas vias, em cirurgia planejada em conjunto, por vezes com outras especialidades (como a neurocirurgia, quando há envolvimento do sacro). Nos raros casos malignos, o plano é construído de forma multidisciplinar, com oncologia e radioterapia participando das decisões — a sequência de tratamentos varia conforme o tipo de tumor. Após a remoção completa de lesões benignas, a recuperação costuma ser boa e o risco de retorno, baixo; o acompanhamento com exames de imagem periódicos completa o cuidado.
Procedimentos relacionados
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