Dilatação dos vasos que existem naturalmente no canal anal, causando sangramento, desconforto e sensação de peso. É a queixa mais frequente do consultório de coloproctologia — e quase sempre tem solução.
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Sobre a condição
Sintomas
Diagnóstico
O diagnóstico começa com uma boa conversa: como é o sangramento, há quanto tempo, como anda o hábito intestinal. Depois vem o exame proctológico — e aqui vale desfazer um medo comum: ele é rápido, feito com delicadeza e privacidade, e dura poucos minutos. Inclui a inspeção da região anal, o toque retal (que avalia o canal anal com o dedo, em segundos) e, quando necessário, a anuscopia — um pequeno aparelho que permite ver o interior do canal anal e confirmar as hemorroidas internas. Em pessoas acima dos 45 anos, com histórico familiar de câncer colorretal ou com sinais de alerta (anemia, mudança do hábito intestinal, perda de peso), a colonoscopia é indicada para examinar todo o intestino grosso e afastar outras causas de sangramento.
Tratamento
A grande maioria dos casos melhora sem cirurgia. O primeiro passo é sempre cuidar do intestino: mais fibras na alimentação, mais água, evitar o esforço evacuatório e reduzir o tempo sentado no vaso. Banhos de assento mornos e medicações tópicas ou orais ajudam a controlar as crises. Quando os sintomas persistem, existem tratamentos ambulatoriais eficazes para os graus iniciais. A ligadura elástica é o mais utilizado: um pequeno anel de borracha é colocado na base da hemorroida interna, no próprio consultório, sem anestesia e sem afastamento das atividades — a hemorroida "murcha" e cai em alguns dias. Para graus mais avançados, entram as técnicas cirúrgicas. A desarterialização hemorroidária (THD) usa um doppler para localizar e costurar as artérias que alimentam as hemorroidas, reposicionando o tecido sem grandes cortes — com pós-operatório geralmente mais confortável. Já a hemorroidectomia (retirada cirúrgica das hemorroidas) continua sendo o tratamento mais definitivo, indicada nos graus III e IV ou quando há componente externo volumoso. A escolha entre essas opções é individualizada, conforme o grau, os sintomas e a rotina de cada pessoa — e é exatamente essa conversa que acontece na consulta.
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